Depois de sumir por alguns anos, 7 para ser exata, aqui estou eu de novo, louca pra conversar com vocês. Louca mesmo, porque uma pessoa que cria um blog e some por sete anos não está muito bem da cabeça. Mas o Candé Salles falou tanto, tanto, que eu tinha que ter um blog que eu resolvi tomar juízo e voltar aqui. Bom, to make a long story short, desses sete anos que andei sumida , vale a pena registrar o seguinte: sim, em 2009 eu publiquei o livro "Para sempre teu Caio F." hoje na quarta edição, e comecei a trabalhar num documentário de mesmo nome que foi lançado em 2014 e até já recebeu o premio de melhor filme do Festival MIX Brasil de Cinema. UHUUU! Acho que isso justifica o meu silencio, não? Candé Salles, mencionado acima, dirigiu o filme e viramos parceiros na arte de fazer filmes, festas, amigos, viagens and what not. Ando feliz, sete anos mais velha por fora e sete anos mais jovem por dentro, acreditem, é possível. É só fazer o que gosta, curtir pessoas que também gostam e sair por aí gostando. Bom, por hoje é isso. Abaixo, texto que publiquei no meu Face e que tem tudo a ver com esse momento:
Quando os japoneses reparam objetos quebrados, eles enaltecem a área danificada preenchendo as fissuras com ouro. Eles acreditam que, quando algo sofre um dano e tem uma história, torna-se ainda mais bonito.A arte tradicional japonesa de reparação de cerâmica quebrada com um adesivo forte e spray, imediatamente após a cola, com pó de ouro, chama-se Kintsugi. O resultado é que as cerâmicas não são apenas reparadas mas tornam-se ainda mais fortes do que seu estado original. Em vez de tentar esconder as falhas e fissuras, estas são acentuadas e celebradas como as que se tornaram, agora, as partes mais fortes da peça. Kintsukuroi é o termo japonês para a arte de reparar com laca de ouro ou prata, o que significa que o objeto é mais bonito por ter sido quebrado. Levemos essa imagem para o terreno do humano, ao mundo do contato com as pessoas que amamos e que, às vezes, ferimos ou nos ferem. Quão importante é a reparação! E como é fundamental entender que os vínculos fissurados ou quebrados e nossos corações machucados, podem ser reparados com os fios dourados do amor e se tornarem mais fortes. A idéia é que quando algo valioso se quebra, um bom caminho a seguir é não esconder sua fragilidade nem sua imperfeição, mas sim repará-lo com algo que toma o lugar do ouro - vigor, virtude, perdão... Isso mostra as imperfeições e fragilidades, mas também é uma prova de resiliência: a capacidade de recuperar-se algo digno de muita consideração. Feliz Páscoa!

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